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Perícia judicial de engenharia: perito e assistente técnico

Entenda como funciona a perícia judicial em processos de construção, o papel do assistente técnico, os quesitos e como se preparar para a prova pericial.

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Em ações sobre vícios construtivos, danos causados por obras vizinhas, infiltrações entre unidades, contratos de construção ou avaliação de imóveis, o resultado do processo costuma depender de uma pergunta técnica. Quem responde é a perícia de engenharia, e a forma como cada parte se prepara para ela pode definir o desfecho.

Entenda como funciona a prova pericial, qual a diferença entre perito e assistente técnico e por que a atuação técnica precisa começar cedo.

Quando a perícia de engenharia é necessária

O Código de Processo Civil prevê que o juiz seja assistido por perito quando a prova depender de conhecimento técnico ou científico. Na engenharia, isso acontece em disputas como:

  • Vícios construtivos e garantia de imóveis novos.
  • Danos atribuídos a obras vizinhas, em que um laudo cautelar anterior faz grande diferença.
  • Infiltrações entre unidades e áreas comuns de condomínios.
  • Descumprimento de contratos de obra, medições e qualidade de execução.
  • Avaliação de imóveis, aluguéis e indenizações.
  • Sinistros e responsabilidade civil.

Perito e assistente técnico: papéis diferentes

O perito judicial é nomeado pelo juiz, deve ser imparcial e elabora o laudo pericial. Pelo Código de Processo Civil, o laudo deve expor o objeto da perícia, apresentar a análise técnica, indicar o método utilizado e responder de forma conclusiva a todos os quesitos.

O assistente técnico é profissional de confiança da parte. Ele formula os quesitos, acompanha as diligências do perito, apresenta documentos e elementos técnicos e, depois do laudo, emite parecer técnico concordando ou divergindo de forma fundamentada.

Prazo curto Pelo Código de Processo Civil, as partes têm 15 dias, contados da intimação da nomeação do perito, para indicar assistente técnico, apresentar quesitos e, se for o caso, arguir impedimento ou suspeição. Quem chega a essa fase sem estratégia técnica perde a melhor oportunidade de direcionar a prova.

Por que os quesitos são decisivos

Os quesitos são as perguntas que o perito deve responder. Quesitos genéricos geram respostas genéricas. Quesitos bem construídos direcionam a investigação para os pontos que realmente importam ao caso: a origem do dano, a relação com a obra, a preexistência, a conformidade com normas, o custo do reparo.

Um engenheiro experiente em perícias sabe quais perguntas a técnica consegue responder e como formulá-las para que a resposta seja útil ao advogado e ao juiz.

O que o assistente técnico faz em cada etapa

  1. Antes da perícia: analisa documentos, vistoria o objeto quando possível, orienta a estratégia técnica e elabora quesitos.
  2. Durante as diligências: acompanha a vistoria do perito, que deve comunicar previamente as datas aos assistentes, e aponta elementos relevantes.
  3. Depois do laudo: analisa a metodologia e as conclusões e elabora parecer técnico, que pode apontar omissões, contradições ou erros e embasar pedidos de esclarecimento.
Na perícia, não vence quem fala mais alto. Vence quem apresenta a melhor fundamentação técnica.

Perícias antes do processo e fora do Judiciário

Nem toda disputa precisa chegar a uma ação. Um laudo ou parecer técnico particular ajuda a entender a situação, a medir o risco e a negociar com base em fatos. Quando existe risco de a prova se perder, por exemplo, antes de um reparo urgente ou da continuidade de uma obra, é possível pedir a produção antecipada da prova.

Pareceres técnicos também são usados em mediações, arbitragens e negociações com construtoras, condomínios e seguradoras. A análise segue os princípios da ABNT NBR 13752, que trata de perícias de engenharia na construção civil.

Atenção Reparos feitos antes da perícia podem apagar as evidências da causa. Se houver necessidade de intervenção urgente, registre tudo em detalhe e busque orientação técnica e jurídica sobre a preservação da prova.

Como a Plano Certo atua em perícias

A atuação é conduzida por engenheira civil mestre em Engenharia Urbana e Construção Civil, com especialização em Engenharia de Avaliações e Perícias, que conhece o rito da prova pericial:

  1. Diagnóstico inicial: leitura do caso, dos documentos e dos pontos técnicos em disputa.
  2. Quesitos e estratégia: perguntas técnicas alinhadas ao advogado.
  3. Acompanhamento das diligências.
  4. Parecer técnico fundamentado sobre o laudo pericial.

O próximo passo

Se o seu processo depende de prova técnica, envolva o engenheiro antes da nomeação do perito. A preparação certa transforma a perícia de um momento de incerteza em uma oportunidade de demonstrar os fatos com clareza.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre perito judicial e assistente técnico?

O perito é nomeado pelo juiz, é imparcial e elabora o laudo pericial. O assistente técnico é de confiança da parte, acompanha a perícia, apresenta quesitos e emite parecer técnico concordando ou divergindo do laudo, de forma fundamentada.

Quando devo contratar o assistente técnico?

O ideal é antes mesmo da nomeação do perito. Pelo Código de Processo Civil, as partes têm 15 dias, contados da intimação da nomeação, para indicar assistente técnico e apresentar quesitos. Chegar a essa fase com a estratégia técnica definida faz diferença.

A perícia pode ser feita antes do processo?

Sim. Quando há risco de a prova se perder, por exemplo, antes de um reparo urgente, é possível pedir a produção antecipada da prova. Um laudo técnico particular também ajuda a documentar a situação e a orientar a decisão sobre a ação.

Vocês atuam em arbitragens e acordos?

Sim. Pareceres técnicos também apoiam negociações, mediações e arbitragens, ajudando as partes a discutir fatos técnicos com base em evidências.

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Tem um processo que depende de prova técnica?

Atuamos como assistentes técnicos de advogados e partes: formulamos quesitos, acompanhamos a perícia e elaboramos pareceres técnicos fundamentados.

  • Engenheira com especialização em Avaliações e Perícias
  • Quesitos e pareceres com linguagem clara para o advogado
  • Atuação em demandas judiciais, arbitragens e acordos
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